desenvolvimentos

Desenvolvimento: Ajudamos a tirar a sua ideia do papel.

      O processo de desenvolvimento é o caminho para criar aviamentos exclusivos para sua coleção, mas há vários detalhes para considerar e terminologias que você pode não estar familiarizado. Se você já se deparou com esta situação, este guia é ideal para você alcançar todo o potencial que o aviamento pode oferecer.

1. INSTRUÇÕES

      No processo de desenvolvimento é essencial levantar as informações necessárias de forma detalhada porém objetiva para conseguirmos atender à solicitação com eficiência. Veja a seguir a explicação detalhada de cada elemento para te auxiliar a tomar as decisões e aproximar o que você imagina do que é possível fazer.

1.1. Linha

      A linha é basicamente escolhida de acordo com a necessidade. Oferecemos Trançado, Personalizado, Estampado e Convencional – Tafetá, Sarja, Especial, Friso, Alça e Cinto. Como cada uma possui características próprias, consequentemente são mais indicadas para determinadas aplicações. Abaixo você pode ver descrição de cada uma bem como suas respectivas utilizações mais comuns. Caso não esteja familiarizado com nosso portifólio ainda, você pode clicar sobre cada linha para ser direcionado para outra página com a listagem dos respectivos produtos já lançados.

   O tafetá, também conhecido por gorgurão, é caracterizado pelos fios imitarem um tabuleiro de xadrez. Em cor única comumente são usados como base para estampar, também são uma opção para usar como reforço. Quando listrados ou com detalhes, como pespontos, podem ser usados como cobre gola, peitilho, faixa lateral de calças e casacos, entre outros detalhes na peça. Referências mais largas em poliéster são frequentemente usadas para confecção de laços também.

      A sarja, também conhecida por fita galão ou espinha de peixe, é caracterizada pelos fios aparentarem estar em diagonal ou “zig-zag”, este efeito “sobe-e-desce” chamamos de cursos, que pode ter apenas um ou vários. É feito em cor única, listrada, com uma série de detalhes, como pespontos, etc. É um cadarço versátil, pode ser utilizado em cobre gola, peitilho, faixa lateral de calças e casacos, entre outros detalhes na peça. Além disto também serve como reforço e como base para estampar.

      É uma evolução do tafetá e sarja, que possui uma série de ligamentos diferenciados que permite destacar a peça. É possível fazer em cor única, listrado, com detalhes, como pespontos e relevo, etc., há uma vasta possibilidade de padrões que resultam em diversas formas exclusivas. É comumente utilizado para cobre gola, peitilho, detalhes na peça, entre outros. Alguns modelos mais espessos, também chamados de cadarço de tear, podem ser usados como cadarço em casacos, calças e bermudas de moletom.

      O friso, também conhecido por cordão vivo, é caracterizado por ter uma base para costura e uma “onda” que fica visível, a qual costuma ter enchimento para ficar em relevo para o lado de fora da peça. Pode ser em cor única, com ondas coloridas, com detalhes, como pespontos, além de uma série de ligamentos para criar formas diferenciadas. É basicamente utilizado no acabamento das peças, como em lateral de calças e shorts, ou borda de almofadas e roupões.

      A alça é um produto intermediário, não é tão fino quanto as fitas tafetá, sarja e especial, nem tão grosso como o cinto, costuma ter mais fios, porém não tem enchimento. São feitos em cor única, listrados, com detalhes, como pespontos, além de uma série de padrões que criam formas diferenciadas. É possível fazer dupla-face, ou seja, dois lados diferentes numa mesma fita. Comumente usados em alça de bolsas, sacolas ecológicas e mochilas, também é uma opção para cintos infantil e para adulto em roupas mais leves.

      O cinto, também conhecido por “cinto-de-lona” é um produto mais grosso, possui mais fios e também costuma ter enchimento. Podem ser lisos ou com ondas, são feitos em cor única, listrados, com detalhes como pespontos, além de uma série de padrões que criam formas diferenciadas. É possível fazer dupla-face, ou seja, dois lados diferentes numa mesma fita. É utilizado para a confecção de cintos para calças e shorts, normalmente os largos para público adulto e os estreitos para infantil, juvenil e feminino.

      O estampado é uma impressão de uma arte, seja desenho, marca ou frase, sobre uma base, como a fita sarja ou tafetá. Que por sua vez podem ser cortados como etiquetas ou usados como se fosse uma aplicação normal na peça. A tinta é a base d’água, a estampa pode vir a desbotar com o tempo devido às lavagens. Entretanto é a solução para artes com bastante detalhes e que precisam alcançar cores específicas ou variedade maior, sendo que a quantidade máxima de cores pode ser limitada dependendo da largura da fita ou cadarço.

      No personalizado a arte, seja desenho, marca ou frase, é feito com fios, diferentemente do estampado aonde a arte é impressa. A durabilidade desta fita é superior, visto que não está sujeito a solidez da tinta, que pode ter desgaste a cada lavagem. Dependendo da largura da fita, há limitações na quantidade de cores que é possível utilizar, tamanho e/ou estilo da fonte e nível de detalhe da própria arte. Costuma ser utilizado como cobre-gola, peitilho, faixa lateral de calças e casacos, entre outros detalhes na peça.

      O trançado, como o nome sugere, é caracterizado pela aparência de uma trança. Podem ser extremamente finos, também conhecido como “rabo-de-rato”, até bem grossos. É possível fazer roliço (fechado por dentro) ou tubular (oco por dentro), que permite usar enchimento, para dar ainda mais volume no cadarço. São frequentemente utilizados como cadarço de calçados, em casacos, calças e bermudas, principalmente de moletom, também pode ser usado para cinto, em vestidos, por exemplo.

1.2. Largura

      É preciso considerar a faixa de largura que é possível fazer: a linha Trançado varia de 3 a 20 mm, Personalizado de 7 a 45 mm e Convencional de 4 a 75 mm de largura, sendo que pode ser limitada dependendo do desenvolvimento. De acordo com cada aplicação, há uma determinada largura mais utilizada, mas no final das contas é principalmente uma questão de preferência. Por exemplo, uma fita para peitilho, pode ser de uns 15 – 20 mm ou até 30 mm.

1.3. Matéria Prima e Combinações

      Trabalhamos com Algodão, Poliéster, Poliamida e Lurex. Abaixo você pode ver as características de cada matéria prima para escolher qual atende melhor a sua necessidade. Caso não possua nossas cartelas de cores ainda, você pode clicar aqui para ser direcionado para outra página para ver a relação completa das cores divulgadas. Reforçando que sugerimos a solicitação da cartela física à nossa área comercial, pois as fotos podem não corresponder exatamente com a realidade.

      É uma fibra natural, confortável e durável. Como tem alta capacidade de absorção e sua secagem é rápida se torna versátil para todos tipos de clima. Sendo que os mesclas possuem poliéster em sua composição que cria um efeito diferenciado.

      É uma fibra sintética, produzida do petróleo, apresenta maior durabilidade e melhor retenção de cor, é resistente a rugosidades e seca rapidamente, também possui certo brilho.

      É uma fibra sintética derivada do petróleo, oferece todas as qualidades de conforto, estética, durabilidade e funcionalidade. Além disto o fio possui estiramento de até 60%, que é notável no produto final de acordo com o desenvolvimento.

Observação: Não é possível misturar poliamida com outras matérias primas devido ao seu estiramento.

      Tem sua base em poliéster com revestimento metálico, não oxida, ou seja, não perde brilho nem cor. Normalmente é usado como fio de efeito, tecidos junto com outras matérias primas, como poliéster ou algodão.

      Importante: A fim de alcançar qualidade superior, não desenvolvemos a linha personalizado na matéria prima de algodão, apenas em poliéster, poliamida e lurex.

1.4. Base e Arte

      O ideal é reunir referências que nos ajude a visualizar o que você deseja. Costumamos pedir uma base, onde geralmente nos informam alguma outra referência nossa que mais se assemelha ao que precisa, assim temos noção da espessura e aparência que gostaria no desenvolvimento. Também é possível nos enviar amostra física do que você já possui ou foto de uma fita/cadarço que encontrou como inspiração.

      A arte sempre é solicitada para estampado e personalizado, mas pode ser enviada nos demais casos também. Deve conter as medidas desejadas como, por exemplo, largura da fita, dimensão das listras e espaçamento entre escritas, também tem estilo da fonte e tamanho, desenhos, etc. No caso do estampado também é necessário informar os códigos de cores PANTONE referentes à impressão da arte. Veja abaixo um exemplo da solicitação de um personalizado contendo todas as informações necessárias para realizar o desenvolvimento.

Solicitação
Resultado
Frente e Verso

      No caso do personalizado, neste momento é preciso definir também se o desenvolvimento será liso (1) – opção comum em casos onde é costurado na peça (contém escrita/desenho apenas na frente e o verso é utilizado para amarrar os fios, ou seja, fica ilegível) – ou tubular – normalmente optado para usar como cadarço (contém escrita/desenho em ambos lados ou o verso é de cor única (2), em ambos casos não se vê a amarração dos fios). No liso é como conseguimos alcançar a melhor definição visto que não é necessário destinar fios para fazer a escrita e/ou verso da fita, consequente costumar ser a de menor custo também, mas pode depender de acordo com o desenvolvimento.

      Caso for tubular com escrita/desenho em ambos lados, também é preciso optar por cair no mesmo lugar na frente e no verso (3) ou de forma intercalada (4). Se cair no mesmo lugar, é necessário um fio para escrever/desenhar a frente e outro para o verso, visto que ambos precisam trabalhar ao mesmo tempo, já se for intercalado o mesmo fio escreve/desenha a frente e depois o verso. Logo, a opção intercalada (também é o caso do verso em cor única) pode alcançar custo menor (pois são necessários menos fios) ou definição maior (já que há mais fios disponíveis para fazer a frente) dependendo da necessidade do desenvolvimento.

(1) liso
(2) tubular cor verso em cor única – sem escrita
(3) tubular com a escrita no mesmo lugar na frente e no verso
(4) tubular com a escrita de forma intercalada

1.5. Acabamento

Pré-encolhimento

      Fibras naturais, como o algodão, são propensas a encolher, e a lavagem, especialmente com água quente, e submetido à alta temperatura em secadoras, ajuda as fibras a retornarem ao seu estado inicial. Além do encolhimento impactar no comprimento e na largura do produto, também pode repuxar as costuras e acabar torcendo a peça. Você pode optar pelo processo de pré-encolhimento nos produtos em algodão que garante um menor encolhimento do aviamento quando lavado de forma doméstica. O percentual de encolhimento varia de acordo com o produto, mas normalmente é de até 10%. Clicando aqui você será direcionado para outra página que contém a demonstração em um de nossos produtos.

Ponteira

      Acabamento que além de útil, passou a proporcionar um detalhe único, até criativo, na composição de roupas. Seja em acetato, metal, revestida ou fio agrega valor e sofisticação à coleção, resultando em peças exclusivas. Clique aqui para ser direcionado para outra página para ver a relação completa das cores disponíveis. Reforçando que sugerimos a solicitação de uma amostra física à nossa área comercial, pois as fotos podem não corresponder exatamente com a realidade. 

Acetato, Metal e Revestida

      A viabilidade da aplicação da ponteira depende da largura e espessura do desenvolvimento, via regra varia de 4 a 12 mm para tubular e de 4 a 8 mm para roliço no Trançado, de 7 a 20 mm no Personalizado e de 4 a 20 mm no Convencional, entretanto cadarços/fitas mais grossas podem impossibilitar a aplicação da ponteira.

Com/Sem Marcação da Ponteira

      No caso do personalizado, se a ponteira não deve ser aplicada sobre escrita/desenho, será necessário solicitar a marcação da ponteira (1), para ajustamos o desenho para que sempre caia no mesmo local. Assim todas as peças ficam iguais, é a solução caso queira a escrita apenas nas extremidades da peça rente a ponteira, por exemplo. Entretanto, para cada tamanho de peça, 70 cm e 1,40 mt, por exemplo, requer um desenho diferente e portanto roda separadamente no tear, logo para cada tamanho você deverá respeitar a quantidade mínima de pedido. Supondo que seja 1.000 mts, neste cenário você precisaria adquirir 1.428 pçs de 70 cm = 1.000 mts + 714 pçs de 1,40 mt = 1.000 mts, totalizando 2.000 mts.

      Por outro lado, se a ponteira puder cair em qualquer local (2), será um único desenho, rodando de uma só vez no tear. Então você pode adquirir a quantidade mínima de pedido e dividir em mais de um tamanho de peça, 70 cm e 1,40 mt, por exemplo, porém a ponteira cairá aletoriamente sobre a escrita/desenho. Supondo que seja 1.000 mts, neste caso você poderia fazer 714 pçs de 70 cm = 500 mts + 357 pçs de 1,40 mt = 500 mts, totalizando os 1.000 mts, ou 476 pçs de 70 cm = 333 mts + 476 pçs de 1,40 mt = 666 mts, também totalizando os 1.000 mts, enfim qualquer combinação de quantidade x tamanho para completar a quantidade mínima de pedido. Sendo que deve ser no mínimo 300 pçs por tamanho, visto que é necessário ajustar o tamanho de cada peça na máquina.

(1) com marcação de ponteira
(2) sem marcação de ponteira
Ponteira Manual x Automática

      É importante considerar que as ponteiras podem ser aplicadas de forma manual ou automática, que é determinado de acordo com cada caso, e consequentemente o custo da ponteira pode ser maior/menor. Fitas personalizadas lisas contém escrita/desenho apenas na frente e o verso é utilizado para amarrar os fios, ou seja, fica ilegível, logo se for necessário dobrar a fita sempre para o mesmo lado ao aplicar a ponteira, é preciso fazer na ponteira manual (1). Também é o caso das fitas personalizadas com marcação de ponteira, citado acima, que precisam ser posicionadas manualmente no local indicado para a aplicação da ponteira. Demais situações são feitas de forma automática.

(1) fitas lisas em máquina automática podem dobrar aleatoriamente – para cima ou baixo, por exemplo – já na manual é possível controlar para qual lado dobrar – como sempre para baixo.
Fio

           Pode ser feito com 1 ou 2 cores, escolhidas da nossa cartela e é preciso especificar:

  • o tamanho da peça, considera-se de uma extremidade a outra da peça pronta e esticada;
  • o tamanho da sobra, pedaço que deve ser deixado após acabamento em fio ou, o tamanho da dobra, tanto de cadarço que deve voltar;
  • e o tamanho do(s) acabamento(s) em fio, sendo que pode ter de 0,5 a 3 cm no total.
 
           Veja exemplos abaixo.

      Importante: Por ser um serviço artesanal, pode ter variação no tamanho final (+/- 3 cm), na sobra/dobra (+/- 0,5 cm) e no acabamento em fio (+/- 1 mm), mas é certo que a peça será proporcional, com lados similares.

1 cor com sobra
1 cor com dobra
2 cores com dobra

1.6. Requisitos

      Se houver algum detalhe imprescindível no desenvolvimento é essencial destacar para fazermos a conferência e ajustes enquanto ainda está na máquina para rodar amostra correta. Por exemplo, é preciso que a fita personalizada tenha borda de 2 mm de cada lado para que a costura não seja feita sobre a escrita/desenho, ou que o cinto tenha entre 39 – 40 mm de largura, senão fica muito folgado, caso contrário não cabe na fivela.

1.7. Outras Informações

      Comente a aplicação, especialmente se for para algo mais específico, por exemplo, faixa de caratê, precisa ser maleável e resistente, ou bandagem para luva de box, precisa ser fina e apresentar certo estiramento. Nos informe se for tingir a fita/cadarço junto com a peça final, assim nos certificamos que o produto é indicado para tingimento. Enfim, qualquer informação relevante para conseguirmos te entregar a solução ideal para a sua necessidade.

1.8. Orçamento

      Sempre que possível compartilhe o orçamento máximo para a fita/cadarço, assim podemos oferecer o produto com o melhor custo–benefício. Com todas as informações acima já conseguimos estimar o valor aproximado do desenvolvimento e adequar, se necessário, sem comprometer o design, ajustando simplesmente a densidade, por exemplo, desta forma não há frustação quanto a fita/cadarço ser reprovado por estourar o limite do projeto.

2. ANÁLISE E PRAZO

      As informações coletadas pelo departamento comercial são repassadas ao responsável pelo desenvolvimento que avalia se é possível executar conforme solicitado, e retorna caso houver alguma restrição, como por exemplo, se não for possível fazer a fonte desejada, ou se a largura for estreita demais para o desenho, até se não alcançará uma definição aceitável da arte, etc. e sugere ajustes para tornar viável a produção da fita/cadarço ou aplicação da ponteira ou inclusive trazê-lo para dentro do orçamento. Uma vez alinhado todos os pontos, a amostra é encaixada na produção e é informado o prazo estimado da entrega.

3. DESENVOLVIMENTO E APROVACÃO

      Assim que a solicitação é liberada, iniciamos o desenvolvimento em si, criação do desenho, no caso do personalizado, e ficha técnica com todos dados necessários para produção, a partir daí o processo é basicamente o mesmo de um pedido: urdimento dos fios na matéria prima e cores escolhidas sobre kette/espula com metragem necessária, instalação na máquina e regulagem da fita/cadarço. Quando o primeiro metro sai da máquina é entregue ao desenvolvedor que confere se a fita/cadarço está de acordo com a solicitação e realiza as devidas correções caso necessário.

      Pode acontecer de solicitarmos a pré-aprovacão via foto para o cliente, especialmente de fitas personalizadas, pois desta forma conseguimos alterar certos pontos na hora. Naturalmente a maior parte não é mais possível mudar, como base, largura, matéria prima e cores, entre outros, entretanto ainda é possível mexer no tamanho da escrita, ajustar espaçamentos, trocar ligamentos, eliminar determinado elemento da arte, etc. Neste caso é imprescindível que o retorno seja imediato, pois precisamos arrumar e solicitar a aprovação novamente.

4. PRODUCÃO E ENTREGA

      Por fim, quando a amostra estiver aprovada, seja pelo desenvolvedor ou próprio cliente, é iniciada a produção, depois segue para o acabamento, onde é feita a revisão e enrolado ou aplicada a ponteira. Enfim é entregue para o departamento comercial que solicita o custo e então despacha para o cliente.

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A quantidade de matéria prima utilizada para fabricação do cadarço é o principal fator na composição de seu preço. Um forma de reduzir o custo é optar por cadarços chatos (fechados) ao invés de tubulares (ocos), mantendo largura e tipo da matéria prima.

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